C O N T R A M Ã O

Citação



"O que censuro aos jornais é fazer-nos prestar atenção todos os dias a coisas insignificantes, ao passo que lemos três ou quatro vezes na vida os livros em que há coisas essenciais."

Autor: Marcel Proust (1871-1922)

Buscar na Web "Marcel Proust (1871-1922)"

Quando: início do século XX, período em que o autor publicou sua obra-prima em sete volumes Em busca do tempo perdido (1913-1927), que retrata implacavelmente a França e sua sociedade endinheirada, com seus hábitos, caprichos e vícios.



Escrito por M. Gallo às 11:00
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"O amor não é apenas uma vantagem espiritual, mas também um fardo, e na mesma medida que anima em sua grandeza ele também oprime."

Autor: Tibor Déry (1894-1977)

Buscar na Web "Tibor Déry"

Quando: no século XX, mas para a eternidade, se houver alguma...

Contexto: a Hungria, dúbia desde sua origem, quando Buda e Peste eram cidades distintas, fundadas por tribos distintas de nômades provindos da Ásia, e que uma ponte lendária sobre rio Danúbio transformou numa cidade única: Budapeste. Talvez por isso os húngaros sempre atentem para o outro lado da coisa. São dialéticos por excelência, desde a raiz. Citação extraída de Niki, a história de um cão (São Paulo: Veredas, 2002).Tibor Déry tem ainda outro texto publicado no Brasil, a novela Um enterro alegre, incluída no volume Contos húngaros, organizado por Paulo Rónai (São Paulo: Edusp, 1991).



Escrito por M. Gallo às 09:11
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"Pagaria mil liras para poder ficar alegre de verdade. Pagaria mil liras todas as noites, se pudesse comprar alegria."

Autor: Giovanni Arpino (1927-1987)

Buscar na Web "Giovanni Arpino (1927-1987)"

Quando: sempre, pois este é um dos objetivos humanos sobre a Terra...

No romance Um momento de ira (Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1964), história de um triângulo amoroso entre "vermelhos", pessoas aparentemente livres de tal veleidade burguesa. Ainda foram publicados de Arpino no Brasil os romances Um crime de honra (Civilização Brasileira, 1963) e A escuridão e o mel (São Paulo: Berlendis & Vertecchia, 2001), que inspirou em 1974 o filme Perfume de mulher, de Dino Risi, refilmado depois nos EUA com Al Pacino no papel principal.



Escrito por M. Gallo às 10:05
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"Ultrapassar o alvo é tão ruim quanto não atingi-lo."

Autor: Confúcio (551-479 a. C.)

Buscar na Web "Confúcio"

Portanto, para que viver correndo?



Escrito por M. Gallo às 09:41
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"O lugar-comum é a base da sociedade, a sua política, a sua filosofia, a segurança das instituições. Ninguém é levado a sério com idéias originais."

Autor: Mário Quintana (1906-1994).

Buscar na Web "Mário Quintana (1906-1994)"

Quando: Lendo, talvez, uma crítica negativa à sua poesia, sempre inapreciada e incompreendida em favor dos poetas de salão e da autopromoção...

Neste Brasil das frases-feitas, da literatura de consumo e das telenovelas. Do óbvio ululante que a mídia em geral tanto propaga. O Brasil do embotamento: sem educação, sem imaginação, sem ação. Fadado a decair e desaparecer.



Escrito por M. Gallo às 08:15
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"Morrer é recusar definitivamente toda a compreensão por parte dos outros. Ninguém pode mais entender os atos de um morto; ninguém nunca mais pode se pôr em posição de desculpá-los."

Autor: Yasunari Kawabata (1899-1972)

Buscar na Web "Yasunari Kawabata (1899-1972)"

Quando: Em 1952.

No romance Nuvens de pássaros brancos (Sembazuru), publicado em 1952 e traduzido por aqui em 1968 para a Nova Fronteira por Paulo Hecker Filho, que, na introdução, resume assim o estilo do célebre escritor japonês: "O leitor é arrastado. Especialmente por ser ele um artista tão fino que, mal acaba de propor seus símbolos, omite aquelas explicações que, se os justificariam, os tornariam óbvios, sem essa ambigüidade de que a poesia costuma tirar sua maior força". Conhecido por centrar suas narrativas em personagens femininas, Kawabata teve alguns de seus principais romances traduzidos no Brasil: O país das neves (Estação Liberdade, 2004), Kyoto (Abril Cultural, 1985), Beleza e tristeza (Globo, 1988) e A casa das belas adormecidas (Estação Liberdade, 2004). Sua novela A pequena dançarina de Izu, um marco da narrativa moderna japonesa, foi publicada na antologia Contos japoneses, organizada por Antônio Nojiri e Kikuo Furuno. Noutra antologia, Árvores irmãs (Clube do Livro, 1958), de José Yamashiro e N. Coelho, foi publicado o conto A mancha. Kawabata se suicidou com gás de cozinha em 1972.



Escrito por M. Gallo às 22:00
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"O inferno conhecemos: está em toda parte

e caminha sobre duas pernas."

Autor: Jaroslav Seifert (1901-1986)

Buscar na Web "Jaroslav Seifert (1901-1986)"

Quando: Em algum momento de sua trajetória de poeta.

Versos do poema Vi apenas uma vez, que contrapõe inferno e paraíso, em busca de uma explicação para a aventura humana sobre a Terra. Seifert ganhou o prêmio Nobel de Literatura de 1984. Possuidor de idéias políticas pessoais e firmes, foi expulso do Partido Comunista Tcheco, em 1929, por se recusar a seguir as orientações de Stálin. Três de seus livros: A ponte de pedra (1944), Concerto na ilha (1965) e O cometa Halley (1967). Uma boa amostra da poesia de Seifert em português encontra-se no volume Céu vazio: 63 poetas eslavos, São Paulo, Hucitec, 1996, com organização e tradução de Aleksandar Jovanovic.



Escrito por M. Gallo às 10:11
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"Os homens morrem e não são felizes."

Autor: Albert Camus (1913-1960)

Buscar na Web "Albert Camus (1913-1960)"

Quando: Em 1945.

Impossível escapar ao peso desta verdade camusiana, que constitui uma fala do imperador Calígula, em sua peça homônima. Camus ampliou o significado desta personalidade histórica, filiando-a à sua visão de mundo e ao seu pensamento humanista. Embora cruel, o Calígula de Camus é antes de tudo humano, sofredor, infeliz, solitário, incapaz de viver e amar, como talvez todos os homens. Camus é, sem dúvida, um dos mais importantes escritores do século XX. Morto repentinamente num acidente de automóvel em 1960 (ironicamente com uma passagem de trem no bolso, para o mesmo destino da viagem que o matou), legou ao mundo obras fundamentais, como O estrangeiro, A peste, A queda, O exílio e o reino, O equívoco, A morte feliz, O homem revoltado e O mito de Sísifo. A leitura de Camus é uma experiência única e transformadora. O diretor Domingos de Oliveira incluiu esta fala em seu filme Todas as mulheres do mundo, obra-prima incontestável do nosso cinema. 



Escrito por M. Gallo às 08:32
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"Para que serve um homem? Para que serve a vida?"

Autor: Carlos Barbosa

Buscar na Web "Carlos Barbosa"

Quando: Em 2002.

Em A dama do velho Chico, romance ambientado na região do São Francisco e publicado pela editora Bom Texto, Rio de Janeiro, 2002. A história acompanha a vida da jovem Daura, que involuntariamente seduz seu irmão Missinho, o vaqueiro Agenor e o tio Vilino. Quintana disse que só há duas espécies de livros: "uns que os leitores esgotam, outros que esgotam os leitores". O romance de Carlos Barbosa é do tipo que esgotamos com satisfação. O autor nasceu em 1958, em Oliveira dos Brejinhos, sertão da Bahia, mas passou a infância em Ibotirama, também na Bahia. Nesse momento está por lá, para o Natal e o Ano Novo.



Escrito por M. Gallo às 18:09
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"Vocês, que escrevem, sabem que tudo é decidido pelas palavras: tanto o valor de um poema como o destino de um homem."

Autor: Dezsö Kosztolányi (1885-1936).

Buscar na Web "Dezsö Kosztolányi (1885-1936)."

Quando: mais ou menos entre 1910 e 1930.

No conto O tradutor cleptomaníaco, incluso no volume homônimo, publicado pela Editora 34, em 1996, na Coleção Leste, e que reúne alguns dos mais célebres relatos deste autor, que é uma espécie de Machado de Assis da Hungria. E não por acaso, uma vez que seu estilo é coloquial, de conversa entre amigos, sem pretensão alguma; e seus temas contemplam as facetas e os dilemas mais obscuros do ser humano.



Escrito por M. Gallo às 17:36
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"Quando todo mundo está indo num rumo, é tempo de ir no outro."

Autor: Breece D'J. Pancake.

Buscar na Web "Breece D'J. Pancake"

Quando: Anos 70.

Excerto de um dos contos do autor, que se suicidou em 1979, nos EUA. Contos cortantes é o único livro de Pancake publicado no Brasil. Traduzido pelo contista e romancista goiano José J. Veiga, chegou às livrarias pela Bertrand Brasil, em 1994. Essa antologia reúne 12 dos melhores contos do autor, que, ao se matar, tinha só 27 anos.



Escrito por M. Gallo às 12:33
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