"Os homens morrem e não são felizes."

Autor: Albert Camus (1913-1960)

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Quando: Em 1945.

Impossível escapar ao peso desta verdade camusiana, que constitui uma fala do imperador Calígula, em sua peça homônima. Camus ampliou o significado desta personalidade histórica, filiando-a à sua visão de mundo e ao seu pensamento humanista. Embora cruel, o Calígula de Camus é antes de tudo humano, sofredor, infeliz, solitário, incapaz de viver e amar, como talvez todos os homens. Camus é, sem dúvida, um dos mais importantes escritores do século XX. Morto repentinamente num acidente de automóvel em 1960 (ironicamente com uma passagem de trem no bolso, para o mesmo destino da viagem que o matou), legou ao mundo obras fundamentais, como O estrangeiro, A peste, A queda, O exílio e o reino, O equívoco, A morte feliz, O homem revoltado e O mito de Sísifo. A leitura de Camus é uma experiência única e transformadora. O diretor Domingos de Oliveira incluiu esta fala em seu filme Todas as mulheres do mundo, obra-prima incontestável do nosso cinema.